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Nova Portaria estabelece doenças isentas de carência para benefícios por Incapacidade.

Estabelece a lista de doenças e afecções que isentam de carência a concessão de benefícios por incapacidade, conforme disposto no inciso II do art. 26 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991.


(Processo nº 12600.109449/2019-71).


O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E PREVIDÊNCIA e o MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhes conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e em atendimento ao disposto no inciso II do art. 26 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, sobre a obrigatoriedade de atualização, a cada três anos, da lista de doenças e afecções que isentam de carência a concessão de benefícios por incapacidade de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado, resolvem:


Art. 1º A concessão dos benefícios auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente aos segurados do Regime Geral de Previdência Social - RGPS será isenta de carência quando a incapacidade laborativa for determinada pelas doenças e afecções listadas nesta Portaria.


§ 1º Para fins de aplicação desta Portaria, considera-se:


I - quadro clínico de evolução aguda: doença ou afecção de instalação súbita, excluindo-se os episódios agudos de doenças crônicas; e


II - critério de gravidade: risco iminente de morte ou de perda da função de órgão ou sistema que requer cuidado de natureza clínica ou cirúrgica, podendo apresentar instabilidade das funções vitais e necessidade de substituição artificial de funções.


§ 2º As doenças e afecções listadas nesta Portaria isentam o segurado do cumprimento da carência, se iniciadas após a filiação ao RGPS.




Art. 2º As doenças ou afecções listadas a seguir excluem a exigência de carência para a concessão dos benefícios auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente aos segurados do RGPS:


I - tuberculose ativa;


II - hanseníase;


III - transtorno mental grave, desde que esteja cursando com alienação mental;


IV - neoplasia maligna;


V - cegueira;


VI - paralisia irreversível e incapacitante;


VII - cardiopatia grave;


VIII - doença de Parkinson;


IX - espondilite anquilosante;


X - nefropatia grave;


XI - estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);


XII - síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids);


XIII - contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada;


XIV - hepatopatia grave;


XV - esclerose múltipla;


XVI - acidente vascular encefálico (agudo); e XVII - abdome agudo cirúrgico.


Parágrafo único. As doenças e afecções listadas nos incisos XVI e XVII do caput serão enquadradas como isentas de carência quando apresentarem quadro de evolução aguda e atenderem a critérios de gravidade.


Art. 3º Os procedimentos técnicos a serem considerados para comprovação das doenças e afecções listadas no art. 2º como isentas de carência serão dispostos e atualizados em manual específico a ser publicado pela Subsecretaria da Perícia Médica Federal da Secretaria de Previdência do Ministério do Trabalho e Previdência, no prazo de 90 (noventa) dias a contar da data de publicação desta Portaria.


Art. 4º Fica revogada a Portaria Interministerial MPAS/MS nº 2.998, de 23 de agosto de 2001.


Art. 5º Esta Portaria entra em vigor no dia 3 de outubro de 2022.


JOSÉ CARLOS OLIVEIRA


Ministro de Estado do Trabalho e Previdência


MARCELO ANTÔNIO CARTAXO QUEIROGA LOPES


Ministro de Estado da Saúde

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